MULTIARTE: TODAS AS ARTES REUNIDAS NUM SÓ LUGAR

TEXTO E FOTOS: ERIC SOUZA | ASCOM FICC. 

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Mou Brasil disse se sentir muito feliz por abrir o Festival Multiarte. - Foto: Eric Thadeu.

Desde a terça-feira (20), a cidade de Itabuna se transformou na capital regional da cultura no Sul da Bahia, a rigor da realização, assinada pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), do IX Festival Multiarte Firmino Rocha, no Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF). O festival, reúne mais de 70 expressões culturais nas mais diversas linguagens (teatro, dança, música, cinema e artes plásticas), segue até domingo (25) com uma programação extensa que acontece diariamente, sempre das 9h às 22h.

Na noite de abertura, o músico Mou Brasil, apresentando o seu espetáculo “Mou Brasil Jazz Band” parabenizou a cidade pela iniciativa e disse que se sente muito feliz por estar fazendo parte de um projeto tão maravilhoso. “A arte como um todo precisa ser compreendida como ela é, diversa, diferente e singular ao mesmo tempo, e eu estou muito feliz por existir o Multiarte e pela oportunidade de fazer parte disso. Sinto que a Arte e a Cultura estão ganhando novos espaços, principalmente quando iniciativas do poder público garantem o espaço tão necessário e por vezes negado para que sejam difundidas”, disse o músico.

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Na abertura, a professora Nilmecy Gonçalves explicou que o Multiarte envolve mais de 1 mil pessoas direta e indiretamente. - Foto: Eric Thadeu.

A professora Nilmecy  Gonçalvez, presidente da FICC, disse que gostou muito do show de abertura e que, ali, estava se pontuando o que estaria por vir nos demais dias da programação do Multiarte. “Podemos perceber que a música do Mou Brasil é uma música feita para ouvidos refinados, que atinge o espectro da alma de um modo bastante peculiar. Foi um grande espetáculo, digno de abrir um festival que tem como protagonistas o artistas regionais.

No segundo e no terceiro dias, as atividades do Multiarte estiveram concentradas nas apresentações teatrais. Na manhã da quarta-feira (21), foram apresentadas as peças infantis “As Lavadeiras”, dirigida por Marquinhos Nô (Itabuna); “Um Mendigo Sonhador”, estrelada por João Ataya (Itajuípe) e “A Vingança de Priscila Terremoto”, de Martin Domecq e Fábio Nieto (Itabuna). A tarde, as peças tiveram um público mais diverso, motivadas pelas próprias classificações indicativas (12 anos ou mais). Foram apresentadas “Ave Marias Nordestinas”, da Mestra Lainha (Ilhéus) e “Caravana de Téspis”, comédia de Marcos Cristiano (Salvador). À noite, foi apresentada “1964, Nos Porões da Ditadura”, de Ricardo Barnabé (Jequié).

Participações especiais

Uma das grandes novidades do Multiarte neste ano tem sido as participações especiais de grandes nomes da Cultura Regional na abertura em cada um dos turnos de atividades. No primeiro dia, o festival contou com a participação da atriz Fátima Farias, da maestrina Sibele Gava e do fotógrafo Luciano Aguiar. Nesta quinta-feira (22), estiveram abrindo os trabalhos o artista plástico Diovane Tavares, o ator e dançarino Marcelo Lobo e o também ator e diretor de teatro Marquinhos Nô. As peças apresentadas foram “Esse Tal de Telefone”, de Robert Monteleone (Ilhéus), “Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come”, de Egnaldo França (Itabuna), “Sonhando Acordada”, de Drielle Quintino (Ubatã) e “Brigite Bardot Não Mora Mais Aqui”, de Aldo Bastos (Itabuna). Também nesta quinta-feira, foram iniciadas as apresentações de música e dança. Na categoria MPB / Regional, apresentaram-se Luiz Coelho (Itacaré / Itabuna) e o Trio Iracema (Itabuna). No período da noite, com as participações de Luciana Seara e Rose Sampaio, o palco esteve abrilhantado com os shows “Plano Inclinado” (Itabuna), “Natasha” (Itabuna) e “Enttropia” (Ilhéus), além de Mano Sabota (Itabuna), Laís Marques (Ilhéus). A comissão organizadora lembra que, principalmente no período da tarde, estarão acontecendo, ao mesmo tempo, apresentações teatrais e de música. As apresentações teatrais acontecem na Sala Principal do Centro de Cultura Adonias Filho e as apresentações musicais, no Palco Externo.

Multiarte crianças

As peças infantis deram início às apresentações teatrais na quarta (21). - Foto: Eric Thadeu. 

Nesta sexta-feira (23), apresentam-se as danças.  O palco principal recebe os espetáculos “Afrikanizar”, de Krisia Farias (Itajuípe); “Amigas”, de Matheus Dantas (Itabuna), “Aonde Eu For”, de Andressa Sena e Neto Santos; “Aqui Tem Carimbo”, de Marcela Carvalho (Itabuna); “Crystallize”, de Tatiana Moraes (Itabuna); “Dança de Fronteiras”, de Urlei Lopes (Itabuna); “Doce Boneca”, de Tatiana Moraes (Itabuna); “Encanto da Amazônia”, também de Krysia Farias; “Erga-me”, de Natália Azevedo” (Itabuna); “Feeling”, de Thiago Diamante (Salvador); “Forró”, de Cristiane Radwanski (Itabuna); “Liberta-me”, de Tatiana Moraes; “Machine Sensations”, também de Thiago Diamante; “Uma Dança”, de Wellington Santana; “Pas de Trois das Odaliscas” (Krysia Farias); “Paysant” (Marcela Carvalho); “Prelúdio” (Natália Azevedo); “Saga de Guerreiro”, de Jaqueline Paula dos Santos (Itabuna) e “Os Malandros”, de Aldenor Garcia (Itabuna).

Também nesse mesmo dia, serão apresentados os trabalhos classificados na categoria de Cinema. As exibições acontecem também na Sala Principal e serão iniciadas com “Amar Por Que Sim”, dirigido por Taissa Helena Araújo e Danillo Santana (Ilhéus). Seguem “Batalha do Rap”, do Grupo Pixelando (Itabuna); “Creche Jardim dos Anjos”, de Vanderson Plínio (Canavieiras); “Forró, Minha Vida”, de Diego Matos Melo (Itabuna). Serão apresentados ainda os trabalhos “Itabuna Em Cena”, de Victor Samuel (Itabuna); “Novo Mundo”, de Danillo Batista (Itabuna); “Poesia Minuto”, de Rava Midlej (Itabuna); “Por Elas”, de Carla Juliana (Ilhéus) e “Serra Grande, o Paraíso é Aqui”, de Alessandro Lyrio (Uruçuca).

Os trabalhos serão encerrados com a apresentação da peça de teatro “Nua”, de Sandro Moura (Rio de Janeiro).

No sábado (24), a música invade o palco principal com aberturas a serem feitas por Valdo Batista e Clarissa Aquino e as apresentações de “Maracatu, Estrela de Serra” (Itabuna); “Cidadão da Mata” (Ilhéus); “Imersos” (Itabuna) e “Números Primos”, de Itabuna, além de “Kbsativa” (de Itabuna); Junior Alves (Itabuna); Andressohn Almeida (Ilhéus), Bad Maria (Itabuna), Ronara Criola (Itacaré) e Neto Báfica (Salvador).

Artes plásticas

Janete Lainha

A Mestra Lainha participa do festival com uma exposição e uma peça de teatro. - Foto: Eric Thadeu.

Em todos os dias de espetáculo, o público pode conferir ainda a exposição composta por obras de 13 artistas plásticos. Os trabalhos são assinados por Gildasio Rodriguez (Ilhéus); Levi Neri (Itabuna); Nei Antônio Matos (Itabuna). Marcos Nô (Itabuna) assina a exposição “Agonia”; Leonardo Vila Nova (Itabuna) traz “Arquitetura Moderna”; Antônio Carlos Moura (Camacan) traz a sua “Collage Art”; Geilto Conceição (Itabuna) assina “Cores da Bahia”; Herbert Farias (Coaraci) vem com “Policarpo Quaresma Aprendendo Violão com Ricardo Coração dos Outros”; a Mestra Lainha (Ilhéus) traz a exposição “Sangrando”; Teiole (Belo Horizonte) assina “Seres”; Idelson de Sousa (Pau Brasil) chega com “Sferografia” e Thiago Rodrigues traz a exposição “Thiago”.

Prêmios

No domingo (25), o festival se encerra com chave de ouro, a partir das 19h30min, com a apresentação especial da peça “Deus Danado”, estrelada pelos atores Bira Freitas e Psit Mota. Também no domingo serão conhecidos os melhores trabalhos do IX Festival Multiarte Firmino Rocha. Serão entregues prêmios de R$1,5 mil, R$1 mil e R$500 para os 1º, 2º e 3º colocados, respectivamente, nas categorias Melhor Teatro Infantil, Melhor Comédia, Melhor Drama; Melhor Apresentação de Dança Contemporânea; Melhor Dança Livre; Melhor Dança Clássica; Melhor Exposição em Artes Plásticas; Melhor Produção em Cinema; Melhor Apresentação de MPB Regional; Melhor Apresentação Musical Pop / Rock. Haverá premiação especial também para o Melhor Cantor / Cantor; Melhor Ator / Atriz.

A assessora jurídica da FICC, Olívia Sander, explica que houve um aceno, no início da organização do festival de que a premiação fosse direcionada, num primeiro momento, apenas para os classificados em primeiro e segundo lugar, em cada categoria. “Mas, depois, observamos que seria mais sensível que os prêmios alcançassem a maior quantidade possível de artistas. Por isso, a distribuição dos prêmios foi estendida também para os classificados em terceiro lugar”, disse a advogada.

A FICC lembra que todas as apresentações do IX Festival Multiarte Firmino Rocha são gratuitas e pede aos responsáveis por crianças que atentem para as classificações indicativas das peças de teatro. 

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